LÍTERA: CONFIRA ENTREVISTA COM A BANDA

Confira entrevista com a banda Litera, e saiba mais sobre "Um Pouco de Cada Dia".

A banda gaúcha vem arrecadando centenas de fãs por onde passam, através do dowload gratuito de seu mais novo trabalho “Um Pouco de Cada Dia”, fizeram um otimo trabalho e os fãs do rock agradecem. Confira nesta entrevista exclusiva um pouco mais sobre a galera da Lítera.

PBI: Por que o nome “Lítera”?

Lítera mesmo é uma palavra que não existe, assim como a gente escreve e pronuncia com assento no “i”. Mas foi pensando na idéia de ser um resumo de literalmente, que pode ser literalmente tudo e literalmente nada, exatamente como as coisas são em todos os campos da vida, só depende do ponto de vista de cada um. E é isso, foi brincando com as palavras que o nome saiu.

PBI: Como anda a recepção do álbum “Um Pouco de Cada Dia”?

A recepção tem sido ótima. As pessoas elogiam muito as composições, gravação e a arte do disco. É o nosso disco de estréia e mesmo com toda a dificuldade que é gravar um disco completamente independente, toda a demora (foi um ano e meio do começo da gravação até o produto final que é o disco) e tudo mais, o disco ficou como imaginávamos, ficou do jeito que gostaríamos que ficasse e valeu a pena, estamos realmente muito satisfeitos e orgulhosos.

PBI: Como foi o processo de composição das musicas?

Na Lítera não temos problemas com estilo, não nos prendemos a um estilo ou tipo de levada, acho que isso deixa o processo de composição mais fácil e mais solto.

Não procuramos soar algo pré-estabelecido, então quando uma proposta de música chega, o pré-requisito é que seja boa. Se todos gostam, seja pesada ou leve, a música é trabalhada ao natural. Uma levada de bateria é feita no estúdio mesmo, uma linha vocal é pensada e a música vai nascendo aos poucos. Não pensamos se vai ficar diferente demais das outras ou se vai ter um refrão ou se a letra vai rimar, simplesmente fazemos como gostamos, como o sentimento vai nos levando até que sai a música. Todo mundo ajuda na composição também.

Embora geralmente a música já chegue com uma cara já pré-moldada, todo mundo dá sugestões para linha de baixo, guitarra, bateria ou voz, é um processo bem coletivo. O primeiro resultado disso pode ser visto em “Um pouco de cada dia” :)

PBI: Como está sendo subir ao palco e sentir a vibração do publico cantando juntos as musicas de vocês?

Está sendo ótimo. Lançamos o disco em junho deste ano e a recepção tem sido ótima. Ainda não fizemos muitos shows, mas o retorno que estamos tendo em nosso myspace, site, palcoMP3 e outros canais que as pessoas tem acesso, está sendo muuito positivo. O pessoal colocando as músicas ou trecho das nossas letras no MSN, no perfil do Orkut, muito legal isso.

PBI: No inicio eram uma banda de punk/protesto, como foi essa transição da carreira de vocês?

Na verdade a transição foi demorada, mas natural. No começo nós transparecíamos muito as nossas influências, isso atrapalha muito qualquer banda. Mas é normal essa procura de identidade quando uma gurizada se reune pra fazer um som. Logo de cara a gente começa por  aquilo que gosta de ouvir, depois com o tempo a gente começa a mostrar nas músicas aquilo que somos, e por aí vai.

Acho que levou o tempo de tinha que levar, e foi tão natural que é difícil precisar o exato momento que isso aconteceu. Outro lance que pegou bastante foi a necessidade de mudar de assunto, de falar sobre o que realmente nos importava e de valorizar quem nos importa. É isso.

PBI: Houve um amadurecimento?

Sim, houve um gigantesco amadurecimento, e continua havendo, acredito que estamos sempre amadurecendo e evoluindo, ouvindo coisas novas e absorvendo novas influências.

PBI: O que é preciso melhorar na cena independente brasileira?

Acho que falta mais companheirismo muitas vezes, as bandas ajudarem umas às outras e terem a consciência de que estão todos no mesmo barco e de que ninguém vence sozinho.

Festivais e eventos independentes bem organizados também fazem falta, assim como um intercâmbio de bandas, de um estado para o outro, parcerias deste tipo, pois é muito difícil tocar, se deslocar  e tudo mais. As bandas acabam quase sempre pagando para tocar, isto está errado.
PBI: A Litera já tem algum trabalho pronto para compor um novo álbum?

Ainda não. Lançamos nosso disco em Junho e estamos trabalhando na divulgação dele. As músicas para o próximo disco serão compostas como foi o primeiro, ou seja, ao natural, sem aquela pressão de compor para um novo disco. As músicas vão saindo aos poucos, até que as juntamos e gravamos o disco.

PBI: Cite algumas das dificuldade pelas quais passam por serem uma banda independente.

Uma das maiores dificuldade é chegar até as pessoas. Parece fácil, pois a internet está aí e todo mundo tem acesso, porém isso não é uma completa verdade.

Com a facilidade de criar uma música e disponibilizar na rede, muito material de baixa qualidade é lançado, o que atrapalha quem tem material de boa qualidade.

As pessoas já olham com olhar de desconfiança, não dão crédito e muitas vezes não escutam por achar que é mais uma daquelas bandas que gravam em casa de qualquer jeito, mas há muuita banda de muita qualidade como todos sabemos. Acho que esta é a maior dificuldade, pois a banda acaba mostrando o som para quem é músico também, pois estes estão sempre interessados em ouvir novas bandas, mas o grande público acaba não conhecendo o som.

As rádios também são bem fechadas (não todas). Geralmente é necessário pagar para tocar na rádio, o que é outro problema para uma banda independente. Enfim, a ajuda dos amigos e dos fãs que gostam da banda é fundamental, pois eles que poderão divulgar e fazer a banda realmente aparecer.

PBI: O que esperam da musica? O que querem oferecer com suas musicas?

Menos competição e mais emoção. Torcemos para que a música deixe de ser um simples produto de consumo e volte a ser tratada como arte. E que de preferência o artista independente seja mais valorizado e ganhe mais espaço nos veículos de comunicação, seguindo o exemplo da PBI.

Fonte: EQUIPE PBI



Um comentário para “LÍTERA: CONFIRA ENTREVISTA COM A BANDA”

  1. Rafael de Sá disse:

    tive o privilégio de ver um show da Lítera, os caras mandam muito bem, parabéns pelo esforço de vocês e pela criatividade, vocês tem um dom especial, é só vocês continuarem fazendo o que gostam com humildade e muito trabalho e estudo, o resultado vem, demora, mas vem.
    nunca desistam dos seus sonhos!

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